…tente (você!) fazer o que eu acho que penso, pois eu não serei capaz de tamanha ousadia.

Essa frase é, pra mim, o resumo perfeito de todo o conteúdo de moda que atualmente engolimos.
Com tantos blogs, sites e revistas apenas requentando “informações” e ejaculando opiniões de terceiros travestidas de suas, ouvir uma voz destoante é quase como achar uma agulha no palheiro ou descobrir um gênio ao esfregarmos uma lâmpada.
O problema é que nem mesmo esse gênio, ou agulha, será capaz de salvar nossas pobres almas da mediocridade e incapacidade nata de uma geração vendida ao jabá.

Parênteses para me incluir no texto:
Quem nunca desejou ganhar um brindezinho sequer que jogue a primeira pedra. Eu é que não irei erguer a mão. Afinal, até bem pouco tempo estava louca pra fazer parte de uma tal “PRIME NETWORK”. É… é bem difícil resistir à tentação do diabo. O desejo de pertencimento é, se não ancestral, quase.
Mas com muita terapia e reflexão eu percebi que isso não era mesmo pra mim. Afinal, se discordo de quase tudo o que dizem por aí, como me unir ao grupo dos “concordantes”? Difícil!
Foi assim que resolvi meu problema. Decidi não mais lutar para tornar meu blog popular e sim torná-lo exatamente aquilo o que já havia proposto há um ano: um lugar para mostrar o que Eu (e somente eu) penso de todo esse circo e rir muito daqueles que se dizem formadores de opinião. Uma atitude bem difícil de se ver por aí, como descobriremos na continuação do texto. Fecha parênteses!

Afinal, quando finalmente encontramos a tal voz destoante, logo percebemos que aquele brado – minuto de sabedoria ou esperança – foi apenas isso: um brado nada retumbante de apenas um minuto. Pois, todo o conteúdo que se segue e que precede a vociferação faz parte daquela mesma massa homogênea que tanto se propaga web adentro e para a qual mostraria meu traseiro se pudesse.
Porque estou tratando disso agora, com tanta coisa melhor a fazer? Justamente porque ouvi um burburinho desses por aqui e isso me incomodou. Incomodou-me por parecer uma total incongruência da parte divulgadora, já que ela faz uma citação que não apenas não condiz em nada com seu conteúdo, como ainda depõe contra seu próprio produto, já que essa é uma crítica que qualquer pessoa poderia fazer a ela (blogueira nonsense). E isso só pode ser resultado de uma falta de noção do seu papel ou da completa “perdição” de sua alma.
Apesar de tudo, as citações de Regina Guerreiro, propostas pela blogueira, são tão bacanas que merecem ser expostas em um lugar mais condizente. Então, aí vai:

“Nem na moda, nem na vida existe certo ou errado. É melhor cometer um erro fenomenal do que cair na mesmice universal”

“O sexo virou moda, o carro virou moda, a bebida virou moda, a palavra foi se esvaziando, perdeu seu DNA. A moda também ficou na moda, virou palavra vazia, todo mundo se pendurou nela. Pena que ela se tornou uma overdose de informação. Ou será que de desinformação?”

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