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Durante as Semanas de Moda passo tanto tempo observando as fotos dos desfiles (+ backstage, + detalhes da produção) que perco a vontade de escrever sobre elas. Faço apenas algumas análises mentais que me satisfazem plenamente, mesmo sem anotar uma linha no papel. Parece que a própria imagem (e a minha escolha por ela) diz tudo. Nada mais é necessário. Está tudo ali.
Mas as coisas não são bem assim. Quem visita o Moda Acidental (alguém?) pode até saber que aqueles (ali embaixo) foram os looks e estilistas que mais gostei. O que precisa ser dito é o porquê de tais escolhas.
Por que escolhi as peças menos expressivas desta coleção da Triton?
Por que não fiz um esquema com vários looks do Alexandre Herchcovitch?
Coisas desse tipo só se descobrem através do texto, da fala. Por isso é preciso desembuchar, soltar o verbo. Só assim, dando a cara a tapa é que alguém poderá se interessar (ou não) pelos posts. Do contrário estaria apenas reproduzindo o que todos já mostraram por aí. Então, mãos à obra.
Vou começar respondendo aquelas duas perguntinhas ali acima.

Eu não coloquei os looks mais expressivos da Triton porque realmente não gostei das estampas e menos ainda das formas de várias peças expostas pela marca, em particular as camisetas gigantes. Em compensação adorei o formato das saias.

Quanto a Alexandre Herchcovitch, a coleção dele para o Fashion Rio – com uma estética mais jovem – me encantou tanto que acabei desistindo de esquematizar sua marca mais adulta para o SPFW. Aqui o público alvo é outro, mais maduro. De repente maduro demais para mim. Então, como sempre faço, apresentei apenas aqueles trajes que eu usaria sem o menor problema.

Gloria Coelho é super consagrada e admiro o seu trabalho. O problema é que não consigo me apegar o suficiente a suas coleções. Acho-as interessantes, porém pouco práticas para o dia a dia.


A Cori me conquistou com essa temática do tênis. Adoro uma sainha plissada, um blazer bem cortado. Peças que valorizam o corpo feminino.

Valorizar o corpo, aliás, não é uma tarefa fácil. A Iódice, apesar de muitas peças brancas e formas mais simples, conseguiu fazer um bom trabalho.

E Reinaldo Lourenço definitivamente me ganhou com seus gatinhos. Eu não sei se teria coragem de sair assim na rua, mas achei fofo. No final das contas é isso o que importa, não é?!

A moda não é uma porção de regras que se deve seguir. As atitudes dizem muito mais do que a roupa que você usa. Então pare de ficar buscando aquilo que vai bombar na próxima estação ou ficar classificando estilos. Junte tudo o que quiser, da forma mais harmônica possível, e seja feliz. Acredite na beleza que está em você e a use a seu proveito.

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