Ela não ouve o telefone chamar, a campainha tocar ou o despertador soar.
Mas basta um barulhinho insignificante na casa ao lado para da cama saltar:
“o que foi isso?”

Ela deixa o televisor no ar, o rádio a atazanar e a chaleira a chiar.
Onde você acha que ela está?
Dormindo em qualquer lugar (óbvio!).

Ela não mastiga os alimentos, desconsidera meus argumentos e só fala em aumento.
Definitivamente, é o meu tormento.
Deste jeito EU não aguento.

Ela fala demais, falha demais, mas ainda assim, faz falta demais.
Só por isso eu não me rendo e saio correndo porta afora.
Afinal, ir embora é deixar o colinho que me aconchegou com carinho durante todo o caminho.

Apesar de todos os defeitos da Dona Isolde (que são MUITOS), AMO muito a minha véia. Por isso, em homenagem ao aniversário dela, que é hoje, voltei a brincar de rimar (deixando aflorar toda a breguice que existe em mim). Espero que ela goste e vocês também.

Imagem: Ingrid Guerra

P.S.: Não encontrei outras fotos da minha mãe, no meu PC. Por isso, usei essa em que ela foi a cobaia das minhas aulas de foto.

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