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Apesar de minha palidez típica, tenho uma certa afro-descendência advinda de meu progenitor. Ainda que ninguém diga – e alguns até discordem desta classificação – tenho um pai negão.
Se ele é mulato, mestiço, cafuzo ou qualquer outra denominação sucedida de misturas étnicas, eu não sei. O que sei é que, para mim, ele é negro e ponto final. Sua cabeleira não me deixa mentir.
Minha mãe, por sua vez, é filha de uma alemã legítima e de um descendente de italiano (creio eu). O produto capilar dessa junção é uma quantidade ínfima de fios discordantes, incapazes de permanecer unidos por mais de 10 min. Dito isso, já dá para ter uma base de como é o meu cabelo.
Quando pequena, tinha tanto, que rezava para alguns fiozinhos caírem logo. Mal sabia eu que, na verdade, a quantidade não era o problema, e sim o volume gerado.

Minha juba indomada só tomou jeito com o surgimento da milagrosa chapinha. Aos poucos aprendi a controlar os fios, aliando o alisamento com técnicas de amarração em momentos estratégicos. O problema é que tudo isso o deixou com descontrole de oleosidade, e hoje em dia não sei mais o que usar para mantê-lo saudável e lindo. Até porque não costumo gastar horrores em salões: corto as melenas apenas duas ou três vezes ao ano, e esse é o único procedimento que faço no salão. Isso não impede, no entanto, que eu deseje ardentemente cabelos como esses aí de baixo: lindos, leves e soltos

Quem não quer um cabelo assim?

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