Passei parte de minha vida acadêmica (faculdade de jornalismo) em busca do perigo, me treinando para ser correspondente de guerra. Fiz matérias em presídios, boates de quinta e toda sorte de lugares estranhos. Entrevistei muita gente, mas acabei por me decepcionar com a profissão que mais amei na vida.
Sem saber para onde ir, parti para uma pós em moda desejando ainda lutar contras as injustiças do mundo. No fim, percebi que essa utopia não estava me levando a lugar nenhum. Então, decidi parar de reclamar e seguir o caminho para o qual a vida me levou.
Não haveria de ser por acaso que adentrara no mundo fashion. E se meu diploma está aqui para provar minha competência no assunto, porque não me aproveitar dele e fazer o que faço melhor: criticar.
Não pense, porém, que este é um blog negativista. Apesar da conotação ruim que a palavra crítica carrega, existe nela um lado de avaliação (pro bem ou pro mal) que quase todos esquecem. E convenhamos, esse mundinho tá precisando de um pouco mais de crítica, não tá não?! Grande parte (sem generalizações, existe gente boa por aí) dos blogs que tratam de moda parece ser comandada por vítimas dela ou por aspirantes a celebridades que se consideram formadoras de opinião, mas a única coisa que conseguem é influenciar pessoas com ainda menos senso do que elas. A parte boa, ao menos para essas blogueiras, é que elas estão faturando muito com isso. Mas… e o resto do mundo, é obrigado a assistir esse desastre calado? Acho que não. Sem pretensões de salvar nada, nem ninguém, apenas tentando me divertir e fornecer um dos outros lados desse poliedro que é a moda, cá estou com o Moda Acidental.

Fotos: Ingrid Guerra
Exceção – 2º foto vertical: Ramon Fernandes

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